José Rodrigo Rodriguez

Poética (ou “A propaganda é a alma do negócio”)

In Poemas para mim mesmo on 04/12/2014 at 16:15

Eu não quero parar,

perpetuar um instante.

 

Quero que ele passe,

quero que ele passe

quero que ele passe,

 

que se vá e se perca

e que suma:

pronto, acabou.

 

Meu poema é feito de morte,

meu poema tem cheiro de morte

 

não se anime

não se confunda

não se surpreenda

 

palavra é perda

palavra é nada

 

marola no aquário

terremoto no tanque de areia

distância sem superfície

 

essa ridícula.

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