José Rodrigo Rodriguez

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Entre as coisas

In Poemas para mim mesmo, Uncategorized on 14/11/2018 at 13:35
Está entre as coisas de que eu duvido
 
esta mão, a minha mão, ser minha
 
mesma e neste compromisso de sentir
 
o mais débil toque, mas mesmo enquanto
 
– objeto ausente – um ferimento se risca
 
ao longe e iguala, quem esteve e quem
 
embora, estivera.
 
 
Não é uma cópia, pois
 
é o mesmo som bem no mesmo
 
ponto: e o que haveria de especial
 
em mais um corte e tantos mais
 
na mesma pele estendida e tesa
 
sobre os uníssonos ossos feitos sem
 
pre das mesmas partículas? Em uma
 
outra montagem? Em outro dia? Mas?
 
Não seria ainda? Nada mais
 
do que uma cópia?
 
 
Quem sente esta dor sou eu mesmo?
 
Ou quem esteve e quem estivera, duas
 
passagens de ida e de volta, a pressão
 
que a pele devolve, aposta sobre a derme,
 
animal celeste, de madrugada ou fosse dia,
 
bem pouco me importa, pois quem ficou ou
 
já está de partida e quem estaria tocando o
 
ponto que, um dia, imaginei que fosse, assim,
 
tão preciso?
 
 
Estar entre as coisas de que eu duvido:
 
o que eu sei não é nada mais do que
 
este corpo mantido em comum balbucia
 
nas ondas que arrepiam sua derme mediante
 
a compressão do tempo em uníssono, tudo, todos,
 
este lugar, nesta hora, nesta impressão
 
das mãos abertas, curvas e vazias as
 
mãos quaisquer e sempre,
 
nem minhas.
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PARA QUE O AMOR NÃO RUA

In Poemas para mim mesmo, Poesia, Uncategorized on 06/08/2018 at 3:28

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Histórias de pessoas

que me falharam demais

quando não deveriam,

histórias que eu não consigo

contar

sem a forma alusiva

da poesia,

sem a metáfora que preserva

da clareza da prosa

a lógica de ações

que me doem

até a polpa dos ossos.

 

A poesia me poupa

do julgamento possível,

do julgamento necessário,

até a polpa dos ossos,

as causas e os efeitos,

as perguntas e as respostas,

os diálogos e os dias,

de lumiar claridade.

 

Eu tenho medo de contar

fora do meu esconderijo,

eu tenho medo de dizer

com a clareza da prosa,

sobre aquilo que me rasga,

até a polpa dos ossos,

sobre aquilo que me dói,

com a clareza de um dia.

 

Eu tenho medo de

deixar de amar sem

eu tenho medo de

não ser capaz nem

nada ou o meu grito

esvaziado por dentro

com

uma garra que extirpasse

as minhas cordas vocais:

um gesto necessário ou

essa metáfora que

ou

me emudece e

socava

a parte dura do osso,

mas sem deixar de mostrar.

 

A poesia é necessária para que

o amor

não rua.

Domingo maior

In Poemas para mim mesmo, Uncategorized on 18/01/2015 at 23:33

Meu silêncio

eu levo no peito,

coração negro,

como um homem de ferro

que roubasse a luz

ao invés de incandescer,

uma história por escrever

para adultos e crianças.

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In Uncategorized on 09/07/2011 at 17:30

Fiz um perfil no Facebook do Blogue:

“Visões de José”

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Abraço,

José Rodrigo

Iluminação: A degeneração da espécie (II)

In Uncategorized on 15/01/2010 at 12:40

A Gwyneth Paltrow tosca…

… é a Christinna Ricci.

A Christinna Ricci tosca…

é a Dinive.

Iluminação: A degeneração da espécie (I)

In Uncategorized on 15/01/2010 at 12:30

O Brad Pitt, tosco….

…é o Johnny Deep.

O Johnny deep, tosco….

… é o Ed Wood.