José Rodrigo Rodriguez

Da substância

In Poemas para mim mesmo on 27/06/2011 at 0:54

O caule seco,
mas o deserto,
fábrica de cal,
arde por dentro.

Faz Sol, mas
é o de menos:
entrega ácida.

Às vezes coincidem
o tempo, o desejo,
mas não se deve
confiar.

O tempo é a calha invertida
que seca a terra e espalha
fagulhas pela sala de estar.

E não se deve confiar:
na substância.

Fábrica de vidro
pétala que sobra
o caule seco
a vida cobra.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: