José Rodrigo Rodriguez

Construção n. 2

In Poemas para mim mesmo on 12/06/2011 at 15:29

Um pincel em punho cerrado
socando o papel em manchas ríspidas
de rosa, de azul, de branco, de brisa,
que se arranham e misturam e se sopram,
mas sem a delicadeza que era de se esperar
destas cores tão brandas que você escolheu
para portar seu corpo, carente da carga
dessa raiva tão espessa,
que se espalha no sangue em amarelo
e em saliva,
derramada sobre o tecido,
os dedos tensos
amortecidos,
pois não era um dia
negro de rosa,
mas uma rosa
dia de negro
em branco extremo.

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