José Rodrigo Rodriguez

Vivo ou morto

In Poemas para mim mesmo on 21/02/2011 at 3:03

Bastaria uma palavra
para o mundo desabar.

Mas não era exatamente
de uma palavra que se
tratava ou de um falar
e de um tratar o som de
um sem sentido que se
interpretaria.

Era mais como um sino
que marcava o fim do dia.

Lua e Sol,
semear e esperar a colheita,
a palavra que separa tudo e nada,
a palavra mais que dita,
a palavra sem som,
apenas corpo ou um fantasma
parado ali
pelo tempo que for preciso,
sem um intervalo
para falar com
os amigos.

Pois no limite
tudo sempre
se aguarda
ou vivo
ou morto:
mas eu procuro
o que poderia estar
no meio.

Numa fração de ser
sem sentido.

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