José Rodrigo Rodriguez

Da imaginação

In Poemas para mim mesmo on 09/01/2011 at 14:58

O vento que passava entre as folhas
deslizando sobre as pedras e o asfalto
a espuma mais etérea do seu banho
ave de bolhas nesta brisa que soprava,

vento que escapava de toda prisão ou jaula
levando as idéias com a chuva de granizo
para que nada assim se precipitasse
retardada ou veloz tanto quanto possível,

esse mesmo vento assim
tão lépido e fagueiro
às vezes se petrifica,
estaca e cai
sobre os ossos de suas costas
riscando o asfalto e
esmagando as pedras
perfurando as casas e
destruindo aço
do que houver ali
de mais sólido
firme ou antigo
concreto lábil de
edifícios e idéias

esse mesmo vento assim
quando sopra
esfria o estômago e
congela
a espinha.

Anúncios
  1. Esse me chamou mais atenção!

  2. Obrigado pelo comentário!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: