José Rodrigo Rodriguez

Lorca

In Poemas para mim mesmo on 23/12/2010 at 23:54

Nunca serei Lorca e desse ocorrido
nasce de novo o meu poema
um cristal doce lapidado a frio
na língua rasgada de alfazema.

Bebo do sangue que se derrama
do céu da boca até a garganta
tempo cerrado num galho seco
palma vermelha com que se banha.

Ouço sua voz falando em mim
como um avô desconhecido
como uma ave que caçada
como um turbilhão invertido.

Sorver cuspir notas tão secas
respirando verso com cuidado
chore por mim quando eu fracasse
fogo de canário, sangue de nardo.

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